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Giorgio Morandi nasceu em Bolonha em 1890. Em 1907 foi estudar para a "Accademia di Belle Arti". Os trabalhos de escola traduzem a influência de Cézanne e do Cubismo, com uma breve digressão pelo Futurismo em 1914. Nesse mesmo ano e até 1929, Morandi foi nomeado instrutor de desenho elementar em escolas de Bolonha. Hoje existe um museu dedicado à sua obra, que inclui uma reconstrução do seu estúdio, em Bolonha.
Morandi pintou principalmente Naturezas Mortas. Pintou também Paisagem e Auto-retrato. Com excelente sensibilidade para o tom, para a cor, e para a composição, representou repetidamente e com notável simplicidade, garrafas, copos, jarros e outras peças de cerâmica e vidro. Morandi executou desenhos e aguarelas de abordagem abstracta e com grande economia de meios.
A sua fase de Pintura Metafisica decorreu entre 1918 e 1922. Tratou intensamente a gradação da cor e do tom, compondo objectos numa atmosfera muito particular e que iria representar o resto da sua vida. Morandi expôs na Novecento Italiano em 1926 e 1929. De 1930 a 1956, foi professor de desenho na "Accademia di Belle Arti". Foi premiado em 1948 na Bienal de Veneza. Visitou Paris pela primeira vez em 1956 e, em 1957, venceu o grande prémio da Biennal de São Paulo.
Morandi era um dos mais impressionantes pintores do seu tempo. Federico Fellini prestou-lhe homenagem no filme La Dolce Vita, com a inclusão de pinturas suas. Através da abordagem simples e repetitiva Morandi tornou-se um importante e assumido Minimalista. Morreu em Bolonha em 1964.
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